INGLÊS CULTURAL AFROCENTRADO

O Instituto Hoju iniciou em 2017 uma jornada com o ousado objetivo de derrubar barreiras cognitivas e equipar a comunidade negra com um curso de idiomas, o ICA - Inglês Cultural Afrocentrado - é uma iniciativa pioneira que cumpre as metas propostas.

Com o objetivo de elevar o aprendizado do povo preto acrescentando aos seus saberes o domínio do inglês. O Hoju agregou a essa aprendizagem o ensino de nossa raiz cultural com textos, artigos e livros de pensadores, pesquisadores e estudiosos negros nunca antes traduzidos para o português. O ICA inova por ensinar a História de nossos ancestrais africanos ao mesmo tempo que ensina a falar outro idioma!

O foco do curso é equipar a comunidade negra para concorrer a condições profissionais e sociais igualitárias a outras etnias em posição social melhor, e para isso contamos com um corpo pedagógico é formado por profissionais negros que compartilham história de vida, projetos e sonhos similares ao dos alunos, facilitando a interação e o desbloqueio da cognição.

Utilizamos um método de aprendizagem acelerada com técnicas inovadoras de conversação, sem ter de carregar aqueles velhos livros de gramática que assombraram toda a sua adolescência e te afastaram do idioma!

A cada dia o mercado de trabalho e o acesso à educação de qualidade exigem que nós tenhamos o domínio do idioma adotado "universalmente", e não apenas isso, a busca pelo conhecimento de nossa história ancestral está entrelaçada com a superação da barreira da língua pois muitos conhecimentos sobre nosso povo, sua origem, conquistas e feitos estão registrados em livros, artigos e documentos que não foram traduzidos... ainda!

Seja na rua, assistindo um programa na internet, na universidade, na pós graduação, estudando livros de nossos autores africanos ou afro-diaspóricos, em viagens, entrevistas de emprego, provas, em comunicações por e-mail ou nas redes sociais. Cada dia que passa sentimos mais a necessidade de ter o domínio deste idioma. Porém os cursinhos de inglês gramatical não fizeram muita diferença em nossa aprendizagem e nem estão interessados nisso!

O objetivo do curso é instrumentalizar o iniciante a desenvolver conversação em inglês, viajar, fazer intercâmbios, participar de reuniões, entrevistas de emprego, leitura e interpretação de textos, assistir filmes sem legenda, escrever em-mails, preencher formulários internacionais, etc, a ao mesmo tempo conhecer a sua cultura ancestral africana como base de construção deste saber.

O público alvo são negros e negras. Não utilizamos o conhecido "negrômetro" para a avaliação dos participantes, a autodeclaração consciente.

O curso é livre categorizado pelo MEC como curso profissionalizante de extensão e emitie um certificado de conclusão para os que obtiverem 90% de frequência e avaliação de desempenho aprovada pelo conselho pedagógico.

O processo seletivo compreende os requisitos de prioridade na seguinte ordem de importância:

Ser negro
Ser morador de favela, zonas com IDH abaixo de 7 no Estado do Rio de Janeiro.

Isso quer dizer que somente negros podem fazer o curso? NÃO, porém prioritariamente são o público-meta do curso. Dos selecionados no mínimo 70% da turma será comporta por negros.

O curso dá direito a material didático básico e material eletrônico complementar e não oferece lanche aos alunos.

Os custos dos cursos são publicados na ficha de inscrição. O Instituto não aufere lucros sobre os custos do curso e o espaço onde o curso será ministrado é cedido em parceiros do Hoju.Cada aluno arca com uma parte das despesas para execução do curso (per-to-per). Como o fim do instituto não é o lucro, os custos por aluno são bem abaixo dos valores praticados no mercado, possibilitando que o aluno ingresse e se mantenha no curso.


O partilhamento dos custos coletivamente, viabiliza a participação de outros irmãos que não tem possibilidade financeira de compartilhar quaisquer valores.

Os professores são remunerados, as apostilas são pagas, o custo operacional para o curso acontecer, existe.

Para viabilizar a parte administrativa do curso(uso da internet, ligações telefônicas, reuniões com professores e coordenação pedagógica, logística dos profissionais, assessoria jurídica, impressão dos contratos, emissão de boletos, tarifas bancárias, impressão de apostilas e material suplementar, dentre outros).

Para as turmas reservamos 5 a 10 vagas para jovens egressos do sistema socioeducativo (DEGASE), órgão parceiro de nossa instituição.

A coordenadora técnica do curso é Thuani Coutinho Gomes, também professora de inglês, formada em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense (2017). Mestranda na mesma instituição continuando as pesquisas relacionadas a violência, com ênfase em abuso sexual infanto-juvenil . Atuando diretamente na elaboração de conteúdo e cronogramas das aulas relativas a língua inglesa na mesma Instituição. Thuani também é coordenadora do GT de Tradução do Mulherismo Afrikana.

+55 21 3852-3431

+55 21 99533-0483

Rua Pedro Ernesto, 80 subsolo, Gamboa,

Rio de Janeiro, CEP 20220-350

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